Apesar dos progressos constantes no ensino do jogo, alto nível tecnológico do equipamento e do design dos campos modernos, o golfe manteve-se fiel às suas tradições ao longo dos anos. Essas tradições fazem do golfe um desporto diferente de todos os outros.
Ética e Conduta
O golfe assenta num rigoroso código de ética e de conduto, onde é necessário mostrar bons modos e educação mesmo perante o mais terrível adversário. No golfe a etiqueta não é uma palavra vã. A etiqueta exigida está escrita nas regras. Tem de se ter cuidado com toda a gente que partilha o jogo e que está em simultâneo no campo consigo, não se pode pisar a linha do adversário (linha imaginária que vai da bola do adversário ao buraco), nem se deve tossir quando alguém joga. Deve-se alisar o bunker depois de sair de lá, deve-se arranjar os torrões de relva, depois de uma tacada, e arranjar a marca deixada pela bola depois de um pitch, sobre o green, deve-se mostrar sempre consideração pelo parceiro, etc,...
O golfe é dos poucos desportos que se joga sem a presença de um árbitro, e por isso depende da honestidade e da integridade dos próprios jogadores. Se o jogador comete uma infracção, é ela que tem de a confessar, e a história do golfe está cheia de exemplos desse tipo de rectidão.
O golfe orgulha-se de ser um desporto – talvez o único – que mantém valores simples como a honra, a decência, a honestidade e o respeito.

